sábado, 21 de abril de 2012

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               “Quem teve o privilégio de viver muito sabe que o tempo é um mestre muito caprichoso, as vezes, suas lições são tão repentinas que quase nos afogam outras vezes elas se depositam devagar como a conta gotas diante da avidez de nossas perguntas. E por isso quem teve o privilégio de viver muito tempo, aprende a olhar  com serenidade o turbilhão da vida. Amores ardentes se extinguem, urgências se acalmam, passos ágeis ralentam, enfim, tudo muda, muda o amor, mudam as pessoas, muda a família, só o tempo permanece do mesmo modo, sempre passando."
                O tempo é assustador!  A maneira que ele chega, a maneira que ele passa. Já dizia Cazuza “O tempo não para”  e pra nada e isso nos consome cada vez mais,o tempo leva, traz, acaba, constrói, quebra, ampara. O tempo nos arranca amores, paixões, mas também nos trás outros e outros. O tempo é o maior estimulador da experiência e o mestre do destino, o danado faz tudo certinho, dê tempo ao tempo, que tudo que tem que ser será. O tempo passa e começamos a entender que as pessoas, os sentimentos, as ambições mudam, mas certas coisas “nunca” mudam.

               Dizem que o tempo é o melhor remédio, mas ninguém diz o quão demora pra chegar. As vezes o tempo nos ajuda, outras não, um bom amigo, mas sabe ser um inimigo dos bons, quando mais precisamos do tempo, menos ele nos dar. É incrível a capacidade que ele tem de passar vagarosamente quando precisamos que ele passe rápido, e a sua contradição é que quando queremos que ele passe devagar, ele acelera de um jeito extraordinário. O tempo nos agride, o tempo nos degrada, e deixa de uma maneira impiedosa a sua marca em nosso rosto e em nossa alma.

              Queria poder entender a matemática do tempo, mas não quero perder tempo, queria poder entender também uma música da Legião Urbana que diz “  Não temos mais o tempo que passou, mas temos muito tempo, temos todo o  tempo do mundo.” Bom, eu não tenho todo tempo do mundo, aliás não tenho tempo nem pra pensar isso.

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