quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Haja o que houver, não vou voltar


Já não sei mais onde estou 
nem porque devo ficar neste lugar ausente
Ausente de tudo aquilo que imaginei que minha fantasia traria para cá
Já me pergunto todo dia se devo desistir de ficar
Já me vejo ir embora de mochila nas costas
Sem olhar nem nada, apenas com uma garrafa
Para esquecer qualquer coisa que me faça voltar
Voltar pra quê? Voltar pra onde?
A ausência do lugar só se alastra e me consome
Já me vejo ausente aqui e lá
Não quero mais! 
Me decidi que quero algo certo
E caso a ausência me procure
Direi a ela clara e rude:
Não vou voltar, aqui eu não quero ficar!

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